ANTAQ, UFF, UFMA e Projeto IDA+ apresentam avanços

ANTAQ, UFF, UFMA e Projeto IDA+ apresentam avanços da atualização do Índice de Desempenho Ambiental no XXXIII Cooperaportos

Encontro nacional reuniu o setor portuário para discutir sustentabilidade, segurança, gestão ambiental e os avanços do novo Índice de Desempenho Ambiental.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), em conjunto com a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e o Projeto IDA+, participou do XXXIII Encontro Cooperaportos, realizado entre os dias 26 e 28 de agosto, no Espírito Santo, com o tema “Portos na Fronteira ESG”.

O encontro reuniu representantes de portos e terminais, órgãos públicos, empresas, universidades e especialistas para discutir os principais desafios relacionados à sustentabilidade, segurança e gestão ambiental no setor portuário brasileiro.

Um dos destaques da programação foi o painel “Status da Revisão e Atualização do IDA 2027”, dedicado à apresentação dos avanços do processo de modernização do Índice de Desempenho Ambiental (IDA). A atividade contou com a participação de representantes da ANTAQ e das universidades envolvidas na discussão e aprimoramento do instrumento, incluindo a UFF e a UFMA.

A atualização do IDA vem sendo desenvolvida no âmbito do Projeto IDA+, fortalecendo a cooperação entre a ANTAQ, a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal do Maranhão, com o objetivo de aperfeiçoar um dos principais instrumentos utilizados para acompanhar e avaliar o desempenho socioambiental dos portos públicos e terminais de uso privado brasileiros.

O projeto busca atualizar conceitualmente e metodologicamente o IDA, considerando as transformações observadas nos últimos anos na agenda ambiental, social e econômica do setor portuário.

Entre os temas contemplados no processo de revisão estão mudanças climáticas, transição energética, economia circular, biodiversidade, relação porto-cidade, governança ambiental, segurança e aspectos sociais da sustentabilidade, além da atualização dos indicadores e dos critérios utilizados na avaliação das instalações portuárias.

CONSTRUÇÃO COLETIVA DO NOVO IDA

Um dos elementos centrais do Projeto IDA+ é a participação dos diferentes atores do setor portuário na construção do novo índice.

Nesse contexto, o XXXIII Cooperaportos representou uma importante oportunidade para apresentar os avanços alcançados até o momento, discutir os caminhos para a atualização do instrumento e receber contribuições de gestores, técnicos e profissionais que atuam diretamente na gestão ambiental de portos e terminais.

A aproximação entre ANTAQ, UFF, UFMA e o setor portuário contribui para integrar conhecimento científico, experiência regulatória e realidade operacional, permitindo que o novo IDA mantenha sua consistência técnica e, ao mesmo tempo, reflita as diferentes realidades encontradas nos portos brasileiros.

A proposta é que o futuro Índice de Desempenho Ambiental amplie sua capacidade de acompanhar não apenas o cumprimento de requisitos ambientais, mas também o avanço das instalações portuárias em direção a modelos mais sustentáveis, resilientes e alinhados aos princípios ESG — Environmental, Social and Governance — e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

COOPERAPORTOS FORTALECE AGENDA AMBIENTAL PORTUÁRIA

Além da atualização do IDA, a programação do XXXIII Cooperaportos abordou temas como licenciamento ambiental, descarbonização, emergências ambientais, segurança operacional, biodiversidade, conservação marinha e integração porto-cidade.

A participação conjunta da ANTAQ, UFF, UFMA e do Projeto IDA+ no encontro representa mais uma etapa do processo de construção do novo Índice de Desempenho Ambiental e reforça a importância da integração entre regulação, universidade e setor produtivo para o desenvolvimento de políticas e instrumentos voltados à sustentabilidade dos portos brasileiros.

O avanço do Projeto IDA+ demonstra, assim, o papel estratégico da cooperação entre instituições públicas e acadêmicas na construção de uma gestão portuária cada vez mais sustentável, eficiente e preparada para os desafios ambientais e sociais das próximas décadas.

 

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